quinta-feira, 24 de junho de 2010

O escritor Michel Laub no Palavrário hoje 24 de junho 19 h

O palavrário recebe hoje dia 24 de junho o escritor Michel Laub.

"Quem leu os primeiros livros de Michel Laub, escritor gaúcho radicado em São Paulo, ficará surpreso com O gato diz adeus (Cia. das Letras), seu mais recente romance. Enquanto que nas histórias anteriores – Música anterior, Longe da água e O segundo tempo - o universo narrativo envolvia os ritos da adolescência, nesse novo livro o tema é a vida adulta e seus desencontros amorosos. Mas não é apenas o objeto em si que muda. Também a estrutura sofre uma guinada, representando um ponto de ruptura na obra do autor." ( In. Balaio de Notícias - Edição 129 - Aracaju, 27 de setembro a 25 de outubro de 2009)


quarta-feira, 23 de junho de 2010

Notas sobre a Conferência de Tania Rösing no Palavrário

Há no pensamento da Profª Drª Tânia Rösing algo semelhante ao conceito de ‘rizoma’ elaborado pelo filósofo francês Gilles Deleuze (1925-1995). O rizoma é um tipo de raiz que se bifurca, se espalha e se comunica com outras ramificações orinundas de outras gramíneas, compondo desta maneira uma extensa rede da qual a origem já não importa. Tendo esta imagem em mente, a de uma caminho que vem de todos os lados e leva à todos os lados, podemos pensar que o livro compõem também este caminho (um rizoma) na medida em que seus significantes estão em relação com muitos outros pensamentos, conceitos, experiências: outros rizomas.

A Profª Tânia Rösing enfatiza a necessidade de aprender a ler o mundo e ler o mundo é necessariamente aprender a ler as imagens. Poderíamos pensar este trânsito do olhar leitor sobre as imagens, como um desenho rizomático, uma rede ou teia criando um traçado imaginário: o olhar imprimindo marcas sobre o mundo, intervindo na realidade cotidiana, transformando-a. Toda imagem possui uma narrativa.

Na composição deste rizoma do qual fazem parte os livros e as leituras, estão fundamentalmente pessoas, pais, professores. Estes últimos precisam atualizar-se para poderem ler também as imagens lidas pelos jovens, por uma geração que cresce em torno de aparelhos tecnológicos e inevitavelmente, terão estes equipamentos como parte do letramento. Manipulam naturalmente vários aparelhos, é uma forma de desenvolvimento da inteligência. É a geração dos Homo Zapiens, geração das múltiplas funções dos sujeitos. A relação entre essas gerações tem que se constituir em uma rua de mão dupla na qual leituras se cruzarão, criando ainda mais possibilidades de aprendizado. Estes cruzamentos e ramificações se proliferam quando se aprende a ler. Professores devem ler. Professores devem mostrar desejo pela leitura, devem tê-lo, primeiramente e difundi-lo na escola. Como escreve a Profª Tânia, “A escola deveria se construir no espaço da reflexão sobre o novo, questionando o que fazer, o que saber para construir uma cidadania que garanta às gerações mais velhas e às novas, possibilidades seguras de viver e de sobreviver.”

terça-feira, 22 de junho de 2010

Tania Rösing no Palavrário



TANIA MARIZA KUCHENBECKER RÖSING
, 62 anos, é professora na Universidade de Passo Fundo há 39 anos. Exerce o magistério, no entanto, há 44 anos, constitui-se numa vida dedicada à educação.

É casada com o economista Acioly Rösing há 43 anos. Tem dois filhos, Cassiano e Ilana, uma nora e um genro, Haidi e Ádler. E dois netos: Lavínia (6 anos) e Vítor (2 anos).

Sua formação acadêmica é nas áreas de letras e pedagogia – supervisão escolar. Concluiu o curso de Especialização em Metodologia do Ensino Superior, todos na Universidade de Passo Fundo. Desenvolveu seus estudos no Mestrado e Doutorado em Letras –Estudos Literários na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Exerce a docência no curso de Letras – graduação e Mestrado. É investigadora na linha de pesquisa, leitura e formação do leitor, de onde emerge grande parte de suas publicações.

É criadora das Jornadas Literárias de Passo Fundo e coordenadora geral das mesmas desde 1981. Orgulha-se de atuar com uma equipe entusiasta e competente no grande projeto de formação de leitores literários, de linguagens de diferentes manifestações culturais e, ultimamente, de leitores hipertextuais e multimidiais.

É coordenadora do Centro de Referência de Literatura e Multimeios da Universidade de Passo Fundo, laboratório do curso de Letras - graduação e Mestrado para investigações não apenas acerca da leitura e da formação de leitores, bem como da experimentação de práticas leitoras multimidiais com professores e alunos dos diferentes níveis de escolaridade.

Rodrigo Garcia Lopes no Palavrário

Rodrigo Garcia Lopes em lançamento e pocket show no encerramento do Palavrário

Ele escreve, publica, traduz, canta, compõe, viaja o mundo e nesta sexta-feira, 25/06/10, aporta no Palavrário para encerrar o evento com chave de ouro. Um dos nomes mais versáteis da literatura contemporânea do sul do Brasil, o paranaense Rodrigo Garcia Lopes aninha-se na Praça Vidal Ramos em Itajaí para conversa, sessão de autógrafos e lançamento da última edição da Revista Coyote. Em seguida, pocket show no Industrya Choperia.


Rodrigo Garcia Lopes nasceu em Londrina (PR) a 2 de outubro de 1965. Formado em Jornalismo, trabalhou em jornais e veículos literários de São Paulo ("Ilustrada") e Curitiba ("Nicolau"). De 1990 a 1992 viveu nos Estados Unidos, onde realizou mestrado na Arizona State University com tese sobre os romances de William S. Burroughs. Neste período, também reuniu material para seu livro de 19 entrevistas com escritores e artistas (como John Ashbery, William Burroughs, Marjorie Perloff, Allen Ginsberg, Nam June Paik, Charles Bernstein and John Cage). O livro, "Vozes & Visões: Panorama da Arte e Cultura Norte-Americanas Hoje" foi publicado pela Iluminuras em 1996. Em seu retorno, lançou Solarium (Iluminuras), Polivox (Azougue), Nômada (Lamparina), visibilia (Travessa dos Editores), do CD Polivox (Independente), e as traduções Sylvia Plath: Poemas (Iluminuras), Iluminuras: Gravuras Coloridas (de Arthur Rimbaud, Iluminuras), Mindscapes: poemas de Laura Riding (Iluminuras) e O Navegante (do anglo-saxão, anônimo, Lamparina Editora). É um dos editores da revista Coyote.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Nesta Terça Feira no Palavrário




O palavrário recebe nesta terça feira o escritor Carlos Henrique Schroeder.

O escritor Carlos Henrique Schroeder, autor de nove livros, participa do Palavrário - Festival de Literatura à Beira Rio, em Itajaí, no próximo dia 22 de junho, às 19h, na Praça Vidal Ramos. Durante o encontro, o escritor compartilhará suas experiências no mercado editorial, falando sobre mercado e novos autores. Autor de nove livros, dentre eles A rosa verde (Editora da UFSC), Ensaio do Vazio (7 Letras) e o recém-lançado As certezas e as palavras (Editora da Casa), Schroeder também é cronista do Jornal A Notícia, no qual escreve todos os sábados, diretor da Feira do Livro de Jaraguá do Sul e assessor do Sesc SC na área de literatura. Schroeder faz da literatura uma constante provocação. Seus livros são angustiantes e cortantes, e refletem a sociedade contemporânea.

Lançamentos de Livro no Palavrário

Marco Vasques é poeta, diretor teatral e crítico de poesia. Bacharel e licenciado em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atuou como colaborador do caderno de cultura Anexo do jornal A Notícia e do jornal Leitura & Prazer da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina. Foi articulista de literatura do jornal Ô Catarina da Fundação Catarinense de Cultura e do jornal literário Rascunho do Paraná. Publicou artigos e entrevistas no Caderno de Cultura do jornal Diário Catarinense . Foi coordenador de artes da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes.


Nasceu em Estância Velha. Passou a infância e a adolescência em Imbituba, morou, também, em Joinville. Hoje vive em Florianópolis onde é Gerente de Políticas de Cultura da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte. Atua em vários jornais e revistas do Brasil: Coyote, Blau, Cult, Zunái, Agulha, jornal A Notícia etc. Ao lado do poeta Rodrigo de Haro foi curador do projeto Terça com Poesia . Com Marcos Alqueire editou o jornal literário Capitu Traiu!



O poeta Marco Vasques vem ao Palavrário nesta segunda feira para o lançamento de seu slivros Flauta sem Boca, um livro de poemas e Dia´logos com a literatura brasileira, livro de entrevistas. Este último será distribuído gratuitamente ao presentes.


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Que poesia é essa?

O palavrário recebe nesta sexta feira os poetas Dennis Radünz, Ryana Gabech e Enzo Potel para uma conversa que tentará responder à pergunta "Que poesia é esta?"
A conversa acontece na Praça Vidal Ramos em Itajaí às 19 horas. Os poetas também autografarão seus livros.


Dennis Radünz

Dennis Radünz nasceu em Blumenau (SC), no vale do rio Itajaí-Açu, em 9 de abril de 1971, e hoje vive em Florianópolis.Coordena a editora Lábias e co-traduziu, com Lia Carmen Puff, o livro de poemas infantis do naturalista alemão Fritz Müller (1822-1897), História Natural de Sonhos/Naturgeschichte der Träume (Florianópolis: Nauemblu, 2004), considerado “altamente recomendável/categoria tradução” pela Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil (FNLIJ).É autor dos livros: Exeus, 1996 - (Florianópolis: UFSC / Letras Contemporâneas) Livro de Mercúrio 2001 - (Joinville: Letradágua), Extraviário 2006 (Joinville: Letradágua) e Cidades Marinhas, Solidões Moradas, 2009 (Ed. Lábias).





Ryana Gabech

Poeta, artista plástica e performer. Tem três livros publicados: Mar e Avelãs (Letra D´agua 2001), A data invisível do poema (Nova Letra 2006) e Trêmulo Livro-CD/áudio (Papa-Terra 2008). Fui contemplada pelo Prêmio Elisabete Anderele de 2009 e em Junho de 2010 sairá do forno meu livro de lembranças: "Álbum Vermelho" pela Porão de Pedra Produções. Formanda em Artes Plásticas. É integrante ativa do Coletivo LAAVA. Estuda as relações colaborativas e afetivas de pele para pele, som para som, coração para coração. Também integra a ala feminina da família dos Poetas Singulares. Eterna transitante das artes. Tem trabalhos relacionados a música, teatro e artes visuais.



Enzo Potel



Enzo Potel tem três livros de poesia publicados. Atualmente escreve para o jornal Página 3, na coluna Estado de Emergência.





Cristiano Moreira



Editor da Papa Terra Editora, escritor e produtor cultural. Publicou os livros Rebojo (ed. Bernúncia, 2005) e O Calafate Míope (ed. Papa Terra: 2009).Filho de pescador, na adolescência trabalhou na carpintaria naval construindo barcos de pesca feitos de madeira. Publicou artigos e ensaios em congressos no Brasil e na Argentina, além de textos em coletâneas de poesia, periódicos impressos e eletrônicos como Jornal Diário Catarinense, Revista Babel, Zunái, Jornal O Papa Siri, Revista da Ufsc entre outros.